Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2015

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 Os resíduos de fragmentação, a amálgama de vários materiais que resulta da trituração dos veículos, podem ser usados como matéria-prima para o fabrico de cimento em vez de serem apenas valorizados energeticamente nos fornos das cimenteiras como combustíveis alternativos, tal como acontecia até agora.

 Foi isso mesmo que provou um estudo apresentado por um conjunto de cimenteiras e três entidades gestoras – Valorcar, Valorpneu e Sociedade Ponto Verde – que foi apresentado no final de 2014 ao Ministério do Ambiente e à Agência Portuguesa do Ambiente.

O estudo vem demonstrar que há um contributo importante destes resíduos não só em  termos de valorização energética, mas também de reciclagem nessa vertente de matérias primas alternativas.

publicado por escolaverde às 12:22


 

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Portugal passou do 18º para o 10º lugar no índice do Fórum Económico Mundial que analisa o desempenho de 125 países no que respeita à competitividade, acessibilidade e sustentabilidade do sector energético -“The Global Energy Architecture Performance Index 2015”

Este reconhecimento internacional segue outros recentemente conhecidos. Depois de, em 2014 e pelo segundo ano consecutivo, ter sido considerado o quarto melhor país do mundo em política para as alterações climáticas no Climate Index, constituído por uma rede de ONG’s internacionais, Portugal foi também elogiado na Cimeira em Lima, pela ONU, Comissão Europeia, Banco Mundial e Instituto Global para o Crescimento Verde que afirmaram publicamente a exemplaridade à escala mundial da Fiscalidade Verde e da proposta de Compromisso para o Crescimento Verde. 

Portugal tem, ao longo dos últimos três anos, concretizado importantes reformas na área da energia e das alterações climáticas, que permitiram atingir o valor de 62 por cento de utilização de fontes energéticas renováveis na eletricidade e o nível mais baixo de dependência energética do exterior  - 71 por cento - dos últimos 20 anos.  

A reforma do setor energético levou também ao corte de 3,5 mil milhões de euros nas rendas excessivas, evitando aumentos anuais de 14 por cento ou uma dívida tarifária de seis mil milhões de euros em 2020. Com esta medida assegura-se a sustentabilidade do sector, que em cinco anos, terá uma dívida tarifária de apenas de 600 a 1000 milhões de euros.

Ao nível europeu Portugal liderou o processo para o Pacote Clima e Energia 2030, resgatando a meta das interligações energéticas que vão permitir que a Península Ibérica deixe de ser uma ilha energética, até agora sem possibilidade de transportar energia para outros países, e que Portugal de torne um exportador de energia. 

publicado por escolaverde às 12:15


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 As baterias de iões de lítio, usadas nos carros eléctricos, não têm opções de reciclagem em Portugal e por isso estes resíduos têm que ser reencaminhados para unidades da Europa com todos os custos associados.

Além da necessidade de reciclagem destas baterias, que têm que ser adequadamente embaladas e transportadas, há também que ter atenção outros aspectos que a sua gestão encerra, nomeadamente os riscos de electrocução e de incêndio.

A pensar nos riscos que este tipo de material auto inflamável representa a Valorcar quer promover acções de formação dirigidas aos bombeiros, que são os primeiros a acorrer a um local em caso de acidente, de forma a esclarecer sobre a correcta forma de manuseamento deste material.

publicado por escolaverde às 12:12

Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2015

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 Nesta quinta-feira, mais de duas dezenas de representantes autárquicos vão sair de uma reunião em Lisboa com um “TPC” singular na mala. Nas próximas sete semanas, deverão completar uma lista detalhada, com todos os eventos de alguma forma relacionados com o clima.

– cheias, inundações, ondas de calor, erosão costeira, secas, faltas de água – que enfrentaram pelo menos nos últimos cinco anos. Terão de registar o que aconteceu, quais foram as consequências, que resposta foi dada, quanto dinheiro foi gasto.

É o primeiro passo para a elaboração de estratégias locais de adaptação às alterações climaticas em 26 concelhos do país – objectivo central do projectoClimAdaPT.Local, apresentado esta quinta-feira, que envolve vários parceiros e é financiado com dinheiro sobretudo da Noruega.

Por mais que a humanidade se esforce em reduzir as emissões de gases que estão a aquecer o planeta, preparar-se para a um mundo mais quente é uma necessidade certa. O último relatório do painel científico da ONU para o clima – o IPCC – sugere que, mesmo que a subida do termómetro global até ao final do século fique nos 2o C, haverá alterações significativas na vida do planeta, como a subida do nível do mar, o aumento da frequência de ondas de calor, modificações na produtividade agrícola e o risco de extinção de determinadas espécies.

Mas se já é difícil chegar a acordo sobre decisões no curto prazo, muito mais é pensar no que fazer daqui a décadas. “Portugal está bem atrasado em relação a outros países”, afirma Rita Antunes, da associação ambientalista Quercus, que participa do projecto ClimAdatPT.Local na área da comunicação.

Por cá, apenas Sintra, Cascais e Almada têm estratégias climáticas. As duas primeiras foram elaboradas pela mesma equipa de investigadores do projecto SIAM, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que realizou um trabalho pioneiro sobre os impactos das alterações climáticas em Portugal em 2001 e desde então tem liderado vários projectos na área. Segundo Filipe Duarte Santos, dinamizador do SIAM e coordenador do projecto ClimAdaPT, a estratégia de Sintra não teve seguimento, mas a de Cascais está a ser posta em prática.

publicado por escolaverde às 13:12


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 Investigadores da Universidade de Porto Rico contabilizaram pela primeira vez a desflorestação causada na Amazónia pela extração do ouro, cujo ritmo aumentou a partir de 2007.

As febres do ouro são cíclicas e este é um tempo delas, como consequência direta da crise financeira e das economias. Desde 2008, o preço do ouro disparou, as lojas de compra e venda nasceram como cogumelos na estação das chuvas e a procura do metal precioso voltou à condição de febril que já deixou na América Latina uma clareira de 1302 quilómetros quadrados, distribuída pelas florestas tropicais de oito países, incluindo o Brasil.

Trata-se de uma "perda significativa" que mostra que "a atual procura de ouro é mais uma ameaça às florestas tropicais" dizem os cientistas da Universidade de Porto Rico que quantificaram essa desflorestação e que ontem publicaram os seus resultados na revista científica Environmental Research Letters.

Para fazer o retrato da situação, a equipa coordenada por Nora Alvarez-Bérrios da Universidade de Porto Rico estudou imagens de satélite captadas entre 2001 e 2013 das várias regiões da América Latina onde é feita a mineração de ouro. O estudo dos dados mostra que neste intervalo de 12 anos foram abatidos ao todo 1680 quilómetros quadrados de floresta tropical em consequência direta daquela atividade.

publicado por escolaverde às 13:07


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Um projecto de biodiversidade apresentado hoje na Universidade de Aveiro (UA) defende que as torres eólicas, onde se regista uma grande mortalidade de aves e morcegos, devem parar em certas alturas do ano.

“Há locais com grande mortalidade de alguns desses grupos, e também em alguns períodos do ano, e esse aspecto é importante, uma vez que podemos minimizar os efeitos, através de uma interrupção temporária do funcionamento das torres, em determinadas alturas, mais complicadas para essas espécies. Tudo isto está a ser equacionado”, explica Carlos Fonseca, do Departamento de Biologia da UA.

A questão ganhou recentemente nova acuidade com o lançamento, pela União Europeia, de um guia para permitir a implantação de parques eólicos em área de Rede Natura 2000.

publicado por escolaverde às 13:00

Terça-feira, 13 de Janeiro de 2015

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Terá lugar em Riga, na Letónia, no dia 9 de janeiro, o evento de arranque do Ano Europeu para o Desenvolvimento.

Esta iniciativa conjunta do Parlamento e Comissão Europeia, visa realçar o papel e empenho da Europa na erradicação da pobreza à escala mundial e motivar os cidadãos dos 28 Estados-membros a participarem em ações para o desenvolvimento.
De realçar que 2015 é o ano limite para se alcançarem os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), acordados em 2000, pelo que a comunidade internacional deve decidir sobre o futuro quadro mundial para a erradicação da pobreza e desenvolvimento sustentável.
A dinâmica que se propõe levar a cabo em Portugal ao longo do ano tem como objetivo contribuir para informar, sensibilizar e promover o interesse, a participação e o pensamento crítico dos cidadãos no que concerne às políticas nacionais de cooperação para o desenvolvimento. As atividades serão coordenadas pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, com o apoio de uma comissão de acompanhamento.
Na primeira quinzena de maio decorrerá a já habitual Semana do Desenvolvimento, durante a qual os temas que se apresentam se podem cruzar, direta ou indiretamente com as temáticas do ambiente e do desenvolvimento sustentável.

publicado por escolaverde às 13:12

Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2015

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Lauren Singer revelou que não fazia lixo há dois anos. Em Portugal há quem adote este lema para poupar o ambiente e dinheiro.

Em 2013, Andresa Salgueiro decidiu embarcar numa aventura. "Tinha acabado de me divorciar e o meu ex-marido era bastante ecológico. Na altura não concordava nada com aquilo que ele me dizia, na reciclagem, na redução... mas certo é que ele vivia muito feliz", conta ao DN. Decidiu que também queria ser feliz e embarcou no projeto Believe: durante um ano, 11 dias, 11 horas e um minuto viveu apenas com os 1111 euros que tinha no banco. Sobreviveu de trocas - serviços por comida, roupa ou o que fosse preciso -, reduziu o lixo que produzia em 70%, escreveu um livro (o Belivro), ganhou um modo de vida e, admite, é muito mais feliz.

Reduzir o lixo que produzimos é uma bandeira hasteada há bastante tempo pelos ambientalistas, mas o movimento ganhou uma nova força com o caso da norte-americana Lauren Singer. "Um dia olhei para o meu caixote do lixo. Não era possível que eu, sozinha, gerasse tanto lixo", disse a estudante ao BBC Mundo.

publicado por escolaverde às 09:27


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A Quercus e a Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN) analisaram dados da REN - Redes Energéticas Nacionais sobre a produção de electricidade em 2014 e concluíram que "foi o ano mais renovável" e que, sem esta forma de conseguir energia eléctrica, "as emissões atingiriam 26 milhões de toneladas de CO2" (dióxido de carbono), ou seja, "o dobro do actual, [ou] cerca de 40% do total de emissões de gases de efeito de estufa" de Portugal.

"Sem electricidade renovável em Portugal e, partindo do princípio que seria possível assegurar o consumo recorrendo somente à utilização de toda a capacidade instalada das centrais a carvão e nas centrais de ciclo combinado a gás natural", as emissões atingiriam 26 milhões de toneladas de CO2, explicam as organizações, em comunicado.

O contributo das renováveis permitiu poupanças de 1.565 milhões de euros: 1.500 milhões na importação de gás natural e carvão e 65 milhões em licenças de emissão de CO2.

Em 2014, a electricidade obtida a partir de fontes renováveis foi responsável por 62,7% do total energia eléctrica consumida, um aumento de 6% em relação ao ano anterior.

Em cada hora de consumo de electricidade, 38 minutos tiveram origem em centrais renováveis, dos quais 14 minutos foram produzidos pela energia eólica.

O ano passado foi mais húmido do que a média (em 27%) e favorável em termos de vento, enquanto no aproveitamento solar se verificou uma subida de 31% da capacidade instalada para a obtenção de energia fotovoltaica.

publicado por escolaverde às 08:53

Quarta-feira, 07 de Janeiro de 2015

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A vegetação na Europa absorve um volume anual de dióxido de carbono (CO2) duas vezes maior do que se esperava inicialmente, segundo um estudo elaborado a partir de informações fornecidas pelos satélites e divulgado pela ESA (Agência Espacial Europeia).

O relatório, elaborado por um grupo de cientistas da Universidade de Bremen (Alemanha), analisou pela primeira vez as medições de dióxido de carbono registadas conjuntamente pelos satélites da ESA, da NASA e do Instituto Nacional de Estudos Ambientais do Japão.

Os resultados coincidem ao calcular que a quantidade anual de dióxido de carbono absorvida pelas florestas europeias é duas vezes superior ao indicado por medições anteriores, realizadas a partir de estudos de campo tradicionais.

O dióxido de carbono constitui o principal gás causador do efeito de estufa emitido como consequência de actividades humanas - a queima de combustíveis fósseis - e a sua forte presença na atmosfera explica o actual processo de aquecimento global.

Sem a acção das grandes áreas florestais, que agem como «escoadouros de dióxido de carbono» ao extrair parcialmente este gás da camada atmosférica num ciclo fundamental para a vida, as taxas de CO2 seriam «muito mais elevadas».

publicado por escolaverde às 10:20


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