Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2015

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Um estudo da prestigiada universidade norte-americana Carnegie Mellon revela que o consumo de fruta e vegetais leva à emissão de mais gases com efeito de estufa e ao gasto de mais água e energia.

O estudo compara o custo ambiental de produzir uma caloria de frutas e vegetais com outro tipo de alimentos, como carne de porco, e conclui que a alimentação vegetariana é mais prejudicial ao ambiente. Uma caloria de alface, por exemplo, "é três vezes pior em termos de emissão de gases com efeito de estufa do que [uma caloria de] bacon", dizem os investigadores, citados pelo jornal diário "Independent". Além da alface, o estudo cita ainda a beringela, o aipo e o pepino como mais prejudiciais ao ambiente do que a carne de porco ou frango.

Até agora, os estudos têm-se centrado na comparação entre o custo ambiental de produzir proteína animal, comparada com o custo da proteína de origem vegetal. O que o Carnegie Mellon fez foi alterar a abordagem, comparando o custo de produção por caloria. Foram medidas as quantidades de energia e água necessárias, bem como a emissão gases com efeito de estufa.

As conclusões apontam para o impacto negativo sobre o meio ambiente que uma alimentação mais saudável pode ter. É um equilíbrio "complexo, atendendo à atual forte pressão para reduzir o aquecimento global e à epidemia de obesidade que alastra sobretudo pelo mundo desenvolvido", admite Michelle Tom, coautora do estudo, ao "Independent".

Considerando todo o processo, desde o cultivo ao consumo, passando pelo transporte e armazenamento, uma alimentação baseada apenas nas recomendações das autoridades norte-americanas levaria a um aumento de 38% no uso de energia, de 10% no consumo de água e de 6% na emissão de gases com efeito de estufa. Isto num cenário em que as pessoas comiam menos carne e só consumiam o número recomendado de calorias, diz a revista "Scientific American". A conclusão é surpreendente, nota o investigador Anthony Froggatt, da britânica Chatham House.

A criação de gado continuar a ser responsável por até 51% da emissão de gases prejudiciais ao meio ambiente, de acordo com alguns estudos, mas "não se pode presumir que qualquer dieta vegetariana terá pouco impacto no ambiente", disse Paul Fischbeck, um dos autores do estudo.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=4939857

publicado por escolaverde às 10:16

Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2015

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Delegados com mais um dia para ultrapassar divergências. Proposta de acordo de Paris não tem metas de redução de emissões.

As negociações para um novo tratado climático, que está prestes a ser aprovado na cimeira da ONU em Paris, foram prolongadas por mais um dia, até sábado, para dar tempo de ultrapassar as últimas divergências.

Uma reunião durante a madrugada desta sexta-feira foi inconclusiva e acabou por ser interrompida às 5h40. O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, que preside a cimeira do clima, criou grupos de trabalho específicos para tentar superar os pontos que faltam resolver e que são centrais para o resultado de Paris: a diferenciação entre países ricos e pobres, o financiamento aos mais vulneráveis e a ambição do acordo.

http://www.publico.pt/ecosfera/noticia/cimeira-do-clima-prolongada-para-sabado-a-espera-de-um-acordo-1717103

publicado por escolaverde às 09:51

Quarta-feira, 02 de Dezembro de 2015

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As redes internacionais de comércio retalhista competem por quem procura os preços mais baixos, com uma concorrência implacável. O verdadeiro custo é pago por outros: ao longo das cadeias de abastecimento dos supermercados, subsistem ainda condições de trabalho inaceitáveis e com um impacto ambiental que precisa de ser reduzido.

 A cadeia de abastecimento do sumo de laranja concentrado Europeu é disso um excelente exemplo: nas plantações de sumo de laranja brasileiro os trabalhadores colhem os frutos que proporcionam 80% do sumo de laranja concentrado importado para a Europae 66% desse sumo é vendido sob marcas próprias de grandes supermercados líderes do mercado europeu*. Porém:

- O trabalhador das plantações colhe em média cerca de 1,5 toneladas de laranjas para obter um salário de 10 euros por dia. Não têm nenhuma proteção contra o sol e os frutos são colhidos, inclinando-se escadas simples contra as laranjeiras.

- Em 2014, foram usadas 34.000 toneladas de pesticidas para produzir 9,6 milhões de toneladas de laranjas brasileiras. Isso corresponde a 20% do consumo mundial de agro-tóxicos.

Os produtos de marcas próprias (ou “marcas brancas”) são responsáveis por 40% de todas as vendas de alimentos na Europa. A produção de marcas próprias desempenha um papel-chave na corrida que leva à exploração dos trabalhadores e aumento dos custos externos ambientais ao longo das cadeias de abastecimento. Portanto, os grandes supermercados têm de reconhecer a sua responsabilidade pelas violações dos direitos humanos e dos trabalhadores e pela destruição ambiental ao longo das cadeias de produção e fornecimento das suas marcas próprias!

A campanha SUPPLY CHAINGE vai para a rua a 27 de novembro em todos os 28 Estados-Membros. Com uma ampla gama de atividades, estaremos a pedir o fim da exploração e mais sustentabilidade ambiental na produção de marcas próprias dos supermercados.

A campanha SUPPLY CHAINGE lançou também uma petição, pedindo para que o sumo de laranja seja justo e sustentável. Exigimos uma melhoria das condições de trabalho e uma redução do impacto ambiental das cadeias de abastecimento europeias de sumo de laranja.

http://www.quercus.pt/comunicados/2015/776-novembro/4509-27-novembro-dia-internacional-de-acao

publicado por escolaverde às 09:04


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Fóssil de animal marinho extinto tem 455 milhões de anos.

Uma nova espécie de trilobite, com 455 milhões de anos, foi descoberta em Portugal, em rochas da Formação Cabeço do Peão, no concelho de Mação, distrito de Santarém – anunciou em comunicado de imprensa a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real.

Viveram durante quase 300 milhões de anos, dominando amplamente os ambientes marinhos do período Paleozóico. Desapareceram da Terra há 250 milhões de anos, quando todas as massas continentais do planeta ficaram juntas numa só – a Pangeia – e elas não resistiram aos fenómenos vulcânicos e sísmicos originados por essa junção. Por essa altura, em que ocorreu uma grande extinção na Terra, os dinossauros ainda nem sequer existiam, pois só surgiram há cerca de 230 milhões de anos. Hoje só restam os fósseis das trilobites como prova da sua existência.

Há mais de 460 milhões de anos, o território que actualmente é Portugal estava perto do Pólo Sul, numa das margens do supercontinente Gonduana. Desses tempos são famosas as trilobites de Canelas, uma aldeia do concelho de Arouca, distrito de Aveiro. Têm cerca de 465 milhões de anos e os moldes das suas carapaças fossilizadas ficaram preservados em ardósias, sendo conhecidas em todo o mundo devido às condições de conservação – e ainda ao seu gigantismo, que é artificial, uma vez que estas trilobites foram ampliadas pela acção da tectónica de placas.

http://www.publico.pt/ciencia/noticia/uma-nova-trilobite-em-portugal-1716131

publicado por escolaverde às 08:40


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Mais seca, chuva mais concentrada. Menos gelo, o nível médio do mar mais alto. Em 2100 haverá mais pessoas deslocadas e as espécies exóticas poderão colonizar novas regiões. Há muitas perguntas sobre o futuro das alterações climáticas, em discussão em Paris. Mas os seus efeitos já se sentem hoje.

Como é que estes gases influenciam o termómetro global? A resposta começa nos raios solares que aquecem a superfície da Terra. Parte deste calor volta para a atmosfera em raios infravermelhos. Os gases com efeito de estufa retêm este calor e aquecem o ar. Quanto maior for a sua concentração, mais calor é retido.

O CO2, por ser injectado em grandes quantidades com a queima dos combustíveis fósseis, acaba por ser o gás mais importante nesta equação. Desde a revolução industrial, a sua concentração na atmosfera passou de 280 partes por milhão (ppm) para 400 ppm. E a temperatura tem subido.

Um dos efeitos mais significativos é no ciclo da água. Com mais calor, a evaporação dos oceanos torna-se mais rápida, a acumulação na atmosfera é maior e a precipitação mais concentrada. No Norte da Europa, espera-se por isso mais chuva até ao final do século, mas o Mediterrâneo vai tornar-se mais quente e seco. As secas vividas na Península Ibérica em 2005 e 2012 já só podem ser explicados neste contexto.

http://www.publico.pt/ciencia/noticia/com-mais-dois-graus-que-terra-nos-espera-em-2100-1716166

publicado por escolaverde às 08:32


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